De onde vem as inovações e as tendências cervejeiras? ...Do nada? Não mesmo! Novidades, inovações, tendências e também tradições. Tudo vem de um lugar, ou melhor 4 lugares do mundo. As grandes Escolas Cervejeiras.

Já sabemos que são 4, mas quem são elas? Lá vamos nós.

Primeira Escola Cervejeira a ser citada aqui, não poderia deixar de ser a alemã. Esta Escola não abarca apenas a Alemanha, mas também a República Tcheca, que relembrando, é o país com maior consumo de cerveja per capita de mundo. Esta escola é conhecida como a mais tradicional de todas. Segue à risca a tradição, sem grandes invenções e inovações. Aqui o que aparece geralmente em destaque na cerveja, é o lúpulo e o malte, as leveduras são usadas de forma muito discreta. Em resumo, cervejas muitíssimo bem feitas, como já sabemos, mas sem estripulias, invenções, experimentações e afins. Em metáfora, a Escola Alemã seria aquela que nos diria: “não se meche em time que está ganhando”. (Ganhando há alguns séculos, diga-se de passagem)

A segunda escola que traremos à discussão é a Belga. Assim como a alemã, outros países fazem parte desta escola. Estes países são a Holanda e parte da França. Se a Escola Alemã é a tradicional da história, podemos dizer que a Belga é o total oposto desta. Esqueça as regras, aqui o que vale mais é a experimentação, a invenção, a sensação. A experimentação é tanta que alguns cervejeiros belgas são resistentes na hora dizer a qual estilo pertence suas cervejas. Tudo aquilo que você puder imaginar em termos de cerveja, é bastante possível que um cervejeiro belga já tenha feito. Mais uma vez em contraponto à Escola Alemã, os belgas dão todo um destaque especial a levedura. Suas cervejas são condimentadas, frutadas, adocicadas e o que mais for possível!

Nossa terceira Escola é um misto das duas primeiras. Quem é ela? A Escola Britânica, claro. Assim como na Escola Alemã, a tradição conta muito. Porém, neste caso, além do lúpulo e do malte, a levedura também tem características marcantes no produto final. Não tanto quanto nas cervejas belgas, vale ressaltar. Temos que agradecer à Escola Britânica a “invenção” dos estilos Stout, Porter, Bitter e India Pale Ale, entre diversos outros, que tanto amamos!

Por último, mas não menos importante, a Escola Americana. É importante mencionar que nem todas as correntes reconhecem esta Escola. Porém, nós a reconhecemos como tal, e seria indispensável cita-la. Essa escola não tem uma única característica central, pois se trata da mistura de tudo que já falamos sobre as demais. Os americanos são extremos na hora de criar cervejas novas. Não há meio termo. Também são responsáveis pela reinvenção de antigos estilos e pela criação de novos. Mas não é só de loucura que esta escola vive, mas também de técnica. Podemos dizer que são tão técnicos quanto os alemães. O que podemos destacar nessa escola é a paixão pelo lúpulo, para os americanos, quanto mais amarga for a cerveja, melhor!

Agora que já apresentamos (rapidamente) as grandes Escolas Cervejeiras. Já consegue eleger uma preferida?

 

Até + galera!

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